
O Amor
Quantos já quiseram defini-lo.
Abandono tudo que os outros já disseram sobre ele,
posto que o que interessa é o conceito que cada um tem, e nada mais.
No caso, o que eu tenho.
Para mim, é a coisa mais importante na vida.
É o maior bem que o ser humano poderia ter recebido do Criador.
Dinheiro, riquezas, prazeres materiais, o que importa, se não houver o amor?
Coloco o amor em palavras como ternura, afeto, paixão, toque, pele,
pensar constante na pessoa amada, estar junto, estar perto,
pensar o tempo todo,
participar, doar-se em todo o sentido do termo.
Mas, sobretudo, não esperar nada em troca,
ajudar a quem se ama, um olhar carinhoso, uma súplica, um gesto,
um toque nas mãos, um sorriso, um telefonema, um encostar de corpos,
uma conversa, um favor, atender a um pedido.
É entregar-se, sem reservas, desarmado, desprotegido.
Às vezes, falamos muito mais com os olhos do que com a boca.
Ah! a boca. Quantos mistérios nos guarda e quantos quer transmitir.
Falo olhando para a boca de quem amo, não para os olhos.
Mas, falo com eles, muitas vezes.
Embora fique todo embaralhado quando estou com a pessoa amada,
não consigo esconder os meus sentimentos, tremo, fico nervoso, excitado, me denuncio.
Há quem diga que o amor continua após a morte,
em igual ou maior intensidade. Será?
Anseio loucamente que isso seja verdade.




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