Blog de Lanceiro


21/09/2007




Foz do Iguaçu

Ah! que saudades de Foz,
da nossa juventude faceira,
dos dias de amor incansável,
a qualquer hora, pela manhã, à noite,
somente nos dois, ao fundo a lareira.

Ah! meu amor, que saudades de Foz,
dos passeios à cachoeira,
das compras no Paraguai,
das sacolas cheias de bronze,
da inadiável volta ao hotel,
logo, ao aconchego insaciável.

Como nos amamos naqueles dias,
maravilhosos e inesquecíveis,
entre beijos ardentes que trocávamos,
ao tatearmos nossos corpos suados,
íamos nos conhecendo no todo,
esquecidos do mundo, apaixondados.

Acho que jamais esqueceremos
o quanto fomos felizes,
e talvez nem demos o devido
valor a tanta felicidade que vivemos,
que marcou indelével nossa intimidade,
na paixão sem controle que ficou lá trás.

Escrito por alanceiro às 08h21
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Guaíba

Lembranças de uma infância querida
que ficou lá trás, num tempo distante,
das águas mornas e mansas, das praias,
da sombra dos bambuais, do teu aconchego.

Como era bom nadar nas tuas parcas ondas,
saltar afoito de cima das tuas pedras,
mergulhar debaixo das tuas águas turvas,
apostar corrida com a meninada largada.

Como eram bons aqueles tempos,
navegando num rústico barco a vela,
jogando uma tarrafa improvisada,
pescando minha vida irresponsável.

Calção de pano barato, descalço, sem camisa,
correndo pelos matos, descobrindo segredos,
seguindo casais que neles se enfiavam, excitados,
para gozar o prazer solitário, atrás das moitas.

Berço da Cidade Sorriso, rio estuário,
paisagem que acalentou meus sonhos,
amores que vivi junto às tuas margens,
nas tardes calorentas de verão.

Escrito por alanceiro às 08h12
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20/09/2007




Mãe

Mãe brasileira,
Mãe preta,
Mãe branca, mulata, índia,
Mãe solteira.

Mãe batalhadora,
Mãe sofrida,
Mãe de primeira,
Enérgica, separada,
Viúva, sozinha,
Mãe de leite,
Mãe emprestada.

Mãe doente,
Mãe pobre,
Mãe rica,
Mãe e pai,
Mãe de cada esquina,
Mãe de bordel,
Mãe deficiente.

Mãe parideira,
Mãe de muitos filhos,
Mãe de filho único,
Mãe cozinheira,
Mãe de drogado,
Mãe de bandido,
Mãe lavadeira.

Mãe amante,
Mãe mulher,
Mãe amiga, moderna, carinhosa,
Mãe conselheira, saudosa,
Mãe companheira,
Carente, esquecida,
Mãe desconhecida.

Mãe da mãe,
Mãe que já se foi,
Mãe Maria,
Mãe de todos,
Mãe de Deus,
Nossa mãe.

Escrito por alanceiro às 15h53
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Sílvia

De mansinho, com jeito, chegaste,
aos poucos, convivendo, a todos conquistaste,
simpatia, sorrisos, bom humor, espalhaste,
alegria, apoio, solidariedade, emprestaste,
anos se passaram, mais de dez, enfim, ficaste,
e agora, assim, mais nem menos, sem avisar,
de surpresa, tão nova, um choque, sem nos preparar,
todos tristes, desconsolados, chorando,
foste embora, para sempre,
e nos deixaste...

Quem sabe um dia nos encontremos,
aí em cima, junto ao Criador,
onde certamente estás agora.
Guarde um cantinho pra nós!
teus amigos, parentes, marido,
enfim, todos teus entes queridos,
que jamais te esquecerão,
pois tua passagem entre nós,
indelével, marcaste.

Por enquanto, receba a nossa saudade;
ajude-nos a aceitar a tua ausência, pelo menos;
e um até breve,
ou até quando Deus quiser.

Escrito por alanceiro às 14h35
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Virtual

Me empresta os teus olhos, tuas mãos,
teus dedos, teus braços, teu espelho.
Me empresta tuas esperanças, fantasias,
os teus sonhos, teus anseios.

Me dá tudo isso, um pouquinho,
me deixa sonhar contigo, te amar,
admirar o teu corpo; com as tuas mãos,
navegar nas tuas lindas curvas.

Me conduz por teus caminhos,
me desvenda os teus segredos,
me entrega as tuas coxas, o teu sexo,
compartilha comigo todos os teus medos.

Na distância, já amo teu jeito doce,
meigo, espirituoso, cheio de idéias.
Adoro tua sensualidade, simpatia,
astúcia, teu colo quente de fêmea.

Escrito por alanceiro às 14h33
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Um Beijo I

Corola da tua preciosa flor,
divina modificação de folhas,
pétalas da tua rosa em brasa,
pêlos qual hostes preparadas,
base sem espinhos, protetora, maternal.

Flor em botão, lábios formosos,
monte de vênus, revolta desarmonia
que domina a tua mata encantada,
profunda escuridão que me chama
em busca do teu tesouro maior.

Me convidas para um gozo extremo,
te abres, te entregas, de bom grado,
para o toque mais sutil, mais carinhoso,
exposto, sincero, desanuviado, franco.
nesse pequenino espaço de vida,
indescritível, extraordinário, maravilhoso.

Solto enfim minhas amarras,
baixo minhas armas, me rendo,
sucumbo à admirável força que me atrai,
absorvo teu inesquecível perfume
e beijo tua flor desabrochada, pronta.
Me atiro numa viagem ao paraíso,
me afogo, desfaleço num segundo, morro,
para homenagear cativo o nosso amor.

Um BeijoII

Lábios intumescidos, sedentos,
mãos ágeis, lépidas, icontroláveis,
paixão desmedida, sem reservas,
desejo selvagem, sutil e urgente,
olhos cerrados, lânguido desmaio.

Cabelos revoltos, em franco desalinho,
espalhados, soltos pelo meu carinho,
braços que me envolvem e me puxam
de encontro a ti, faminta e apaixonada,
num irresistível e delicado vaivém.

Acordo nas nuvens, flutuo no vento,
sucumbo numa explosão de prazer.
Aí, me abandonas no céu, perdido,
e buscas o fim, com fome e sem medo,
só pra me fazer feliz contigo.

Me dás o paraíso de bom grado,
compartilha do meu néctar comigo,
sorves minha vida com paixão,
nunca tão feliz, tão agradecido,
desfaleço e morro num segundo.




Escrito por alanceiro às 14h28
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Mariana (minha neta)

Seja bem vinda, pequena Mariana!
te olhando agora, percebemos, com lágrimas,
que és igualzinha como te vimos nos nossos sonhos,
és linda como a tua mãe e a tua avó,
tens os olhos negros como a noite,
o rostinho redondo e forte,
do bumbunzinho grande e a canelinha grossa,
perninhas longas, mistura da mãe e do pai.
tanto cabelo que não nega a raça;
alegre, esperta, saudável e rizonha.

Ah!, princezinha, como te amamos nestes meses
em que te preparavas para vir ao mundo,
para adoçar as nossas vidas já meio sem graça,
e dizíamos aos quatro cantos que a nossa netinha já vinha,
como ficamos felizes com a tua chegada,
a minha fofinha, a minha gorducha, a minha bonequinha, dizíamos.
E como te curtimos, sem mesmo acompanhar o teu crescimento.
Jamais houve alguém tão desejado, tão bem vindo.

Serás uma mulher muito forte, nascida em abril,
as incertezas do teu início só te moldarão o caráter,
as angústias, as contrariedades só te lapidarão a personalidade,
minha neta querida, jamais estarás sozinha..
Conte conosco!

Seja muito feliz, tenha muita saúde,
seja bonita de corpo e principalmente de alma,
não valoriza tanto a matéria, e sim as amizades,
estuda bastante e seja você mesma,
ama teus pais e escuta o que eles te disserem,
acredita neles, pois serão sempre os teus únicos e verdadeiros amigos.
seja inteligente e generosa com os teus semelhantes.
Não cultiva mágoas, pois elas te envelhecerão.
aja com o coração e com a tua consciência,
pois assim jamais te arrependerás.
Que a vida seja tão colorida para você,
e tão boa como nestes primeiros dias,
rodeada que estás com o nosso cuidado e amor.

E, te pedimos, netinha querida, não te esqueça dos teus avós.
Sempre estaremos te esperando para um abraço,
um beijo, um carinho e com o nosso colo amigo e tranqüilo.
Vai, pequena Mariana, corre!
Conquista esse mundão todo
e seja muito, muito feliz!

Escrito por alanceiro às 13h16
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Ébano

Adoro você, minha musa de ébano,
Teu riso solto, olhar de menina,
Tua pele cor de jambo.

Adoro te observar me amando,
Miado gostoso de fêmea no cio,
Sem frescura e sem medo.

Adoro esse lado sacana,
Teu gozo fácil, frouxo,
Tua falta de pudor.

Adoro você, minha musa,
Tua disposição para o amor,
Tua compreensão e paciência.

Adoro você, minha musa,
Tua liberdade sem barreira,
Tuas intenções terceiras.

Adoro você, minha musa,
Seja você, jamais se reprima!
Continue assim, decidida, guerreira!
Simplesmente, mulher.

Escrito por alanceiro às 11h07
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O amor

Pro amor não há barreira nem fronteira.
Único e bom, não sabe o que é preconceito.
Acontece uma só vez.
Sua cara não tem raça, cor, religião,
muito menos idade.
Absolutamente livre, vive em cativeiro.
Acorrentado, escapa até pelos dedos.
Afastado, sucumbe na saudade.
Se verdadeiro, renasce até das cinzas.
Rejuvenece e alimenta alma e corpo,
é bom para o coração, humor e pele;
cura de insônia a resfriado forte.
Conhece como ninguém o tempo e a distância,
mas prefere a presença constante.
Repousa num abraço e bate-papo.
Com um simples beijo, imperceptível,
desperta imediato, espontâneo,
explode vigoroso, pujante,
e adormece feliz.
O amor é assim:
ou se sente ou não se explica.

Escrito por alanceiro às 10h42
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Marlene

Ele finge dormir no quarto ao lado,
madrugada alta, é só silêncio,
desde cedo já com tudo planejado,
dezoito anos, desejo à mostra, sem limite,
espera o momento certo, deveras excitado.

Ela também não dorme no outro quarto,
aos dezesseis anos, aguarda, impaciente,
camisola azul longa, linda, nada por baixo,
espera ansiosa, goza todos os momentos,
coração de menina bate acelerado.

Ele escuta, mexe-se devagar,
descobre-se, decidido firmemente,
levanta o dorso com todo o cuidado.
A antiga cama responde. Em sobressalto,
faz uma pausa, respira forte, apavorado.

Ela percebe ruídos, o peito dispara,
imagina mil coisas, acalenta e sonha,
na certa deve ser o seu amado,
enquanto se toca, aguarda mais um pouco,
explora o sexo com os dedos, deleita-se.

Finalmente, expõe-se descuidado,
fora da cama, no escuro, pé por pé,
as tábuas denunciam, nada mais importa,
adentra ao aposento entreaberto,
com a lança em riste, plena madrugada.

Abraçam-se na penumbra, ferozmente,
buscam-se com ardor desesperado,
beijam-se com as línguas, afoitos,
rasgam-se no calor do furioso contato,
penetram-se como nunca, sem pensar,
entre gemidos se amam, loucamente,
e deitam-se exaustos, lado a lado.

Escrito por alanceiro às 10h35
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Ana Paula

Admiro de longe a tua beleza,
a alvura do teu corpo de mulher,
dos teus lindos traços a delicadeza,
que emoldura teu rosto de boneca.

Os detalhes tão singelos da tua face,
a serenidade dos teus olhos negros,
dos teus lábios o sorriso perfeito,
a meiguice do teu porte de princesa.

Quem te vê assim, nem imagina
o que escondes a sete chaves:
a suavidade do teu sexo forte,
por trás da tua frágil natureza.

E me lembro te pondo no meu colo,
sentindo teus pequeninos seios,
te beijando, estranho e culpado;
como se maculasse teu corpo,
te acariciando com todo o cuidado,
quase como fosses uma filha.

Adoro teus ruídos quando nos amamos,
quando me ofereces a tua flor rósea,
dos teus tesouros o mais bem guardado,
me apertas com a doçura dos teus braços,
choras quando me movo dentro de ti,
te moves também, nervosa, retribuindo,
e desmaias num gozo prolongado.

Escrito por alanceiro às 09h19
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Contato

Me toca sempre que possível.
Quero muito sentir a tua pele,
Quero muito ser contaminado
pelo teu suor, pela tua saliva.
Adoro tuas más intenções,
o teu calor sensual ou o teu frio,
o teu amor sem medida ou o teu ódio,
a tua amizade ou a tua compaixão,
o teu prazer de existir.
Jamais me brinde com a tua indiferença.

Me toca, me sente, me roça.
Quero compartilhar as tuas defesas.
Quero te oferecer as minhas.
Descarta as ordens dos hipócritas; despreza-os!
Vira as costas para a subserviência deles.
Viva com forças o teu modo de existir.

Me toca, me abraça, me beija,
sim, por que não? Se é o gesto mais puro, despojado.
Pois não tenho medo de que roubes
e que leves o que tenho de melhor em mim.

Escrito por alanceiro às 08h56
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BRASIL, Sudeste, CAMPINAS, JARDIM CHAPADAO, Homem, de 56 a 65 anos, Portuguese, Spanish, Livros, Bebidas e vinhos, vinhos e bebidas

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