
Foz do Iguaçu
Ah! que saudades de Foz,
da nossa juventude faceira,
dos dias de amor incansável,
a qualquer hora, pela manhã, à noite,
somente nos dois, ao fundo a lareira.
Ah! meu amor, que saudades de Foz,
dos passeios à cachoeira,
das compras no Paraguai,
das sacolas cheias de bronze,
da inadiável volta ao hotel,
logo, ao aconchego insaciável.
Como nos amamos naqueles dias,
maravilhosos e inesquecíveis,
entre beijos ardentes que trocávamos,
ao tatearmos nossos corpos suados,
íamos nos conhecendo no todo,
esquecidos do mundo, apaixondados.
Acho que jamais esqueceremos
o quanto fomos felizes,
e talvez nem demos o devido
valor a tanta felicidade que vivemos,
que marcou indelével nossa intimidade,
na paixão sem controle que ficou lá trás.














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